(Tratado de Energía)

«Con el razonamiento puro nos formamos
una imagen sublime de este mundo».
Eso escribió Max Planck, genio inocente.
¿Pero existen razones sin afecto,
pureza sin caprichos,
imagen sin temblores?
Lo curioso es que el físico en su ensayo
la primera palabra que pronuncia
no es hecho, ley ni lógica.
La primera palabra es entusiasmo.

(Cuando nombro tu cuerpo
no es la urdimbre de músculos radiantes,
de sangre revoltosa y de nervios veloces
lo que digo, artesana, aunque la física
intervenga sin duda en la manera
que tenemos de hablarnos al oído:
la energía del nombre se transmite,
su tacto cobra fuerza y aumenta lo probable…)

Y a ti, Max Planck, que amabas la entropía
¿qué misterioso impulso de poleas
te empujó a cruzar cartas con un tal señor Sommerfeld
y a intercambiar poemitas como aquel de la flor
que corona tu libro sobre ciencia?

Andrés Neuman

Haiti Mon Amour

[Jay-Z ]
When the sky falls and the Earth quakes
We gon put this back together
We won’t break

[repeat]

[Jay-Z]
Sa Pa Sé, my Port-Au-Princes
my Haitian Gods and all of my Princesses
Our condolences as you fightin’ against this
we’re right by your side as we tryin’ to make sense of this
heavenly father help us see through these problems
and for those thats left accept them into your garden
so here’s my theory, the country’s already starvin’
so we sacrificed many to shed light on all of them
God please pardon, I speak from my heart
its the only way I see this tragedy befall on them
so lets get involved with them, hand to hand with them
arm to arm with them til they get strong again,
When the sky falls…

(Rihanna and Bono – hook)
Not tomorrow
Can’t wait
Until Tomorrow

[Chorus]
Heyyyy
Haiti A Mi Amour
Haiti Mon Amour
Not gonna leave you stranded
Oh no
Oh no
Oh no

[Jay-Z ]When the sky falls and the Earth quakes
We gon put this back together
We won’t break

[repeat]

[Jay-Z Verse 2]Learn from the past, New Orleans was flooded
So we know we just can’t rely on the government
We under the rubble again, here we go rumbling when
When we gon catch a break, my friend lost his mother and then
And then, Carline lost her uncles and them
Buried with no caskets, they just put covers on them
And the tears fall, and we fight back
Story ain’t done, it can’t end like that
Nah not like this, tomorrow’s survivors gonna carry on your name
You live on inside us, your memory’s alive with us
You inspired us, to rebuild this country, you just guide us

(Rihanna and Bono – hook)
Not tomorrow
Can’t wait
Until Tomorrow

[Chorus]
Heyyyy
Haiti A Mi Amour
Haiti Mon Amour
Not gonna leave you stranded
Heyyy
Yeah-yeah-yeah
Not gonna leave you stranded
Oh no
Oh no

[Bono and Rihanna]
It’s not the angels that are on their way
it’s not the bells of Santé Trinity
the people waiting, position vacant
for hands to help, not just to pray

[Chorus]
Heyyyy
Haiti A Mi Amour
Haiti Mon Amour
Not gonna leave you stranded
Heyyy
Yeah-yeah-yeah
Not gonna leave you stranded
Oh no
Oh no

[Bono and Rihanna]
Haiti va s’élever ,
Tu vas te relever;
nous nous élèverons ensemble.
Not gonna leave you stranded

[Jay-Z](We gon put this back together we won’t break)
Not gonna leave you stranded

[Jay-Z](We gon put this back together we won’t break)

[Jay-Z]
We gon put this back together we won’t break…

(repeat)

«Hope for Haiti»

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«Hope for Haiti Now» é um dos vários gestos por Haiti. Com a apresentação de George Clooney, junta estrelas como Alicia Keys, Madonna, Beyoncé, Jay-Z, Justin Timberlake, Denzel Washington, Stevie Wonder, Coldplay, Julia Roberts, Robert Pattinson, Sting, Brad Pitt, Tom Hanks, Meryl Streep, Shakira, Rihanna, Bruce Springsteen, Leonardo DiCaprio, Christina Aguilera, Bono, Matt Morris, Samuel L. Jackson, o haitiano Wyclef Jean, etc.

Haiti





Mas de 120 mil muertos habría provocado el terremoto en Haiti...

trazenu lus

lus

lua soma
la riba na céu
trazenu lus
pa lumia nos caminhu

trazenu lus
trazenu fé
trazenu força
trazenu coragi
pa manhan ser um dia diferenti

é lua ki soma
é lus ki raia
sperança ma manhan tudo ta midjora

lua, lua
ééé lua, lua
lua, lua
ééé lus ki raia

Vadú

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casamento entre pessoas do mesmo sexo

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Portugal acaba de aprovar a nova lei do casamento civil, extensível a casais do mesmo sexo.
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Trata-se de mais um passo contra a discriminação em função da orientação sexual. Mas esta nova lei não é suficiente! Também a questão da adopção precisa ser reconhecida. Digo isto pensando que é possível construir sociedades mais justas e inclusivas.
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Miguel Vale de Almeida, Antropólogo e Deputado, primeiro gay assumido do Parlamento Português, acredita que ainda antes do fim desta legislatura é possível conseguir uma lei da adopção.

Fomi 47

era na 59
tchuba scorregado
desanimado nha bida
m djobi Santa pam bai Santomé

bem na Praia Santa Maria
na scritóri Fernandi Sousa
m da nomi ess poi na papel
ess dam número 37

m da rincada m ba pilorinho
m tchiga na Bibi di Riqueta
m poi nha porbulema
ê djudam mata fomi

4 dia cu 4 noti
la 4 hora di madrugada
m odja Barco Ana Mafalda
m odja luz toma baía

cando Ana Mafalfada tchiga bem
pa leba guentis Santomé di Principe
m poi cabeça na tchom
m xinta m cuda bida

oh naná oh naná ...

m djunta nhas manducho
m poi dentu um sacutelo
m toma boti m bai pa bordo
m rumado moda saco

canto dia sem sustento
canto dia sem quebra djudjum
cantu dia sem mata fomi
na puron di barco ta bai

oh naná oh naná ...

Codé di Dona

Frohe Weihnachten!

Desejo festas felizes a todos e todas!

Um sonho desesperado

Sonho com o dia em que deixem de existir casos de brutalidade contra as mulheres. Sonho com o dia da felicidade para todos e para todas. Sonho com o dia do respeito e da igualdade. Sonho com o dia do diálogo, da compreensão e da partilha (do público e do privado). Sonho, sonho, e continuo a sonhar...

Virgem Maria Berdiana

Frequentemente atropelo-me em notícias que deveriam nos irritar. Desta vez, o Expresso das Ilhas informa que, cerca de 40% das crianças cabo-verdianas, com menos de 1 ano, não estão registadas. Trata-se de um direito básico das crianças que sistematicamente continuamos a violar. Está entranhado nas nossas ilhas? Parece que sim! Há quem diga, melhor a história confirma que já foi bem pior. Mas isso não é motivo para batermos as palmas. A verdade é que, para além das crianças de ruas ou nas ruas, mesmo no seio da nossa «sagrada» família, a situação das crianças continua ainda muito preocupante. Ok, há quem ainda acrescenta que já melhorou bastante, que Cabo Verde está muito bem posicionado no ranking X ou Y.
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Todavia, é preocupante a forma como a paternidade e a maternidade irresponsáveis afectam as nossas crianças. Queria chegar nesse ponto, e demorar-me cinco segundos na triste questão da irresponsabilidade paternal. É que, para mim, a maior violência contra as mulheres cabo-verdianas é a irresponsabilidade paternal. Tal prática constante nas nossas ilhas atinge gravemente as nossas crianças. Põe tanto as nossas mulheres, como a família cabo-verdiana, em situações de maior vulnerabilidade. Entretanto, aplaudimos hipocritamente que as nossas mulheres são fortes, verdadeiramente heroínas sofridas, porque frequentemente assumem sozinhas, em condições difíceis, a responsabilidade para a educação das crianças e o sustento do seu agregado familiar... A nossa hipocrisia atinge ao cúmulo quando, através de despachos administrativos, deixamos subentendido que as mulheres cabo-verdianas - mais problemático ainda quando estão na tenra idade - são Virgens Marias, pois parece que concebem sem pecar. Daí peregrinam para Belém, melhor para a Exclusão, e ali ficam sozinhas à espera do nascimento do menino ou da menina Jesus. Sim, algumas regressam, e ajoelhadas continuam a caminhada; mas a maioria perde-se no deserto!
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Imagem: Foto di Tera.

Direitos das Crianças...

Vinte anos depois da convenção sobre os direitos das crianças, há situações que continuam ainda arrepiantes.
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Da educação à saúde, da alimentação à habitação, da dignidade à paz...
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Hoje, escolhi esta lindíssima fotografia de Carlos Nolasco, e chamo a atenção de todos e todas para a imagem quase desvanecida de uma menina no fundo. E assim convido-vos também a pensarem na situação das meninas à volta do nosso mundo.
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Deixo aqui os meus votos para que cada sorriso seja uma nova esperança!

... contra dengue!

Caim, Jesus & Eu


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Fui hoje ao Novo Santuário de Fátima. Uma promessa, ok! E eu que tinha andado muito distraída, nos últimos anos, qual não foi meu encantamento, constatar in loco, el nuevo Jesus, belíssimo!
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Saramago, vejo a nudez de sempre; em vez do esquelético, medito agora diante de um corpo atlético, um olhar distante, um rebelde de dred encarapinhada, um poema, melhor um heteropoema dos novos tempos e templos!

Regresso

Mamãe Velha, venha ouvir comigo
o bater da chuva, lá no seu portão.
É um bater de amigo
que vibra dentro do meu coração.
.A chuva, Mamãe Velha, a chuva,
que há tanto tempo não batia assim...
Ouvi dizer que a Cidade-Velha,
a ilha toda –
Em poucos dias já virou jardim...
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Dizem que o campo se cobriu de verde,
da cor mais bela, porque é a cor da esp'rança.
Que a terra, agora, é mesmo Cabo Verde.
É a tempestade que virou bonança...
.Venha comigo Mamãe Velha, venha,
recobre a força e chegue-se ao portão.
A chuva amiga já falou mantenha
e bate dentro do meu coração!
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Amílcar Cabral
(Cabo Verde e Guiné-Bissau)
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Mais um caso de violência sexual

Desta vez, uma jovem, natural de São Domingos, quando regressava à casa, após um dia de trabalho, foi abusada por um condutor de Hiace, que diariamente a transportava. A jovem Indira, com apenas 20 anos de idade, teve a coragem de denunciar o caso, que agora anda nas mãos da PJ.
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Na esquina do tempo

Hoje, pelas 18:15mn, no auditório da Biblioteca Nacional, o antropólogo Manuel Brito‑Semedo apresenta-nos o seu novo livro, intitulado Na Esquina do Tempo: Crónicas de Diazá.
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Trata-se de um pequeno livro, cronicado, feito de momentos tacteados na fina-flor da infância e juventude do autor. A apresentação estará a cargo da escritora Fátima Bettencourt.
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Certamente, mais do que recordar coisas de diazá, Brito‑Semedo nos proporcionará um momento de introspecção e de partilha, de emoção e de cidadania. O livro é um reconhecimento do autor à sua mãe, que anda doentinha, e a totalidade das vendas reverte-se a favor da Associação Cabo-verdiana de Luta Contra o Cancro.
.Um abraço ao autor. Desta vez, lá estarei.

Brinka Batuku

A mansidão do mar, a secura da terra, a canção das ondas na praia da minha infância. Calheta, pela madrugada, não tem igual. Preferia que a noite não acabasse nunca, que as pessoas continuassem adormecidas no sossego das suas casas, que a vida continuasse assim encostada no sonho. Porém, o sol rebelde acorda-se rezingão, e desalenta toda a aldeia. Desafia-me, sempre. Convida-me para um mergulho na praia da Batalha. Aceito, vejo o fundo do mar. Recordo a noite passada, o festival de dança no Polivalente Grande, o batuque quente no quintal da dona que desconheço o nome. Nos quatro cantos do concelho, donas e crianças cantam e dançam, misturando o «tradicional» e o «moderno» para uma revolução do batuque. E eu, se jeito tivesse para a dança, da minha Calheta, inventaria uma que afagasse o sol e excitasse a chuva.

oh mar, oh mar!

estou nas ilhas, no largo do atlântico…
oh mar, oh mar!
como é bom voltar ao teu regaço!!!

Praianas

Todos nós éramos
praienses adoptivos convictos praianos
irmãos dilectos dos nativos da cidade
cientes das suas susceptibilidades
e dos sonegados pergaminhos
da cidade amada que nos criou
da urbe adoptiva que aprendemos
.............................................../a venerar
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Poemas de Nzé di Sant’ y águ.
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É hoje, pelas 18.30, na Associação Cabo-Verdiana, em Lisboa, o lançamento do novo livro do poeta cabo‑verdiano José Luís Hopffer Almada. A apresentação estará a cargo da professora Ana Maria Martinho, do poeta Luís Carlos Patraquim e da poetisa Ana Paula Tavares.

Cidade Velha, Património Mundial

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Cidade do mais antigo nome
(excertos)
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Não pediste o alimento ínvio
nos íngremes dias de infância,
nem o peso do pó regateaste
pelo lento entardecer dos anos,
embora setembro nas alturas
seja tanta luz a apascentar o verde.
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Altas vozes te nomearam
impávido cordeiro do sacrifício,
mas sei que eras apenas essa criança
sobressaltada quando no horizonte
surdem velas corsárias e o céu se
despenha da rota algibeira de deus.
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Por isso este abismo cavado
à flor da tua fala mansa, e as luzes
que trazes nos cabelos pulsando
como um anoitecido rebanho de estrelas.
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Estes desgrenhados versos que te ofereço
agora são o viático da desforra
nos enrouquecidos pulmões da história:
tudo cabe na garganta do tempo
ou à ilharga desse sol pernalta
pastoreando as mudáveis coisas do mundo.
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José Luís Tavares

«O útero da casa»

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Mátria
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Quero-me desperta
se ao útero da casa retorno
para tactear a diurna penumbra
das paredes
na pele dos dedos reviver a maciez
dos dias subterrâneos
os momentos idos
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Creio nesta amplidão
de praia talvez ou deserto
creio na insónia que verga
este teatro de sombras
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E se me interrogo
é para te explicar
riacho de dor cascata de fúria
pois a chuva demora e o obô entristece
ao meio-dia
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Não lastimo a morte dos imbondeiros
a Praça viúva de chilreios e risonhos dedos
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Um degrau de basalto emerge do mar
e na dança das trepadeiras reabito
o teu corpo
templo mátrio
meu castelo melancólico
de tábuas rijas e de prumos.
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in O útero da casa,
Conceição Lima (Santana, ilha de São Tomé).
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O destino de Cidade Velha
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Amanhã, em Sevilha, decorre a 33ª Sessão do Comité de Património da UNESCO para a avaliação final da candidatura da antiga cidade de Ribeira Grande, a nossa Cidade Velha, à Património Mundial da Humanidade. Trata-se do berço da nação cabo-verdiana, uma cidade erguida num pedaço de chão, no remoto século XV. E fica aqui este poema emprestado da Conceição Lima para uma meditação enquanto as novas não chegam…

Isaura Gomes

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Isaura Gomes, Cabo Verde.
primeira mulher deputada na Assembleia Nacional (1975-1980).
primeira mulher presidente de uma Câmara Municipal (eleita em 2004; reeleita em 2008).
primeira mulher a se disponibilizar para uma eventual candidatura à Presidência da República.
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Parabéns, Zau. E obrigada por quebrar muitas barreiras.
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A actual conjuntura interna parece favorável para a corrida presidencial no feminino: ela-contra-ela.
Uma já se disponibilizou. Falta a outra...
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a eurodeputada

eleições europeias.
resultados históricos para o BE:
Miguel Portas, Marisa Matias, Rui Tavares.

Marcha contra Violência...

Hoje, a sociedade civil cabo-verdiana vai se manifestar, com uma marcha pelas ruas da capital, que começa às 15h, condenando a violência contra as mulheres. Sabemos que a violência contra as mulheres é uma maldição nas nossas casas, nas nossas vilas e cidades, nas nossas ilhas, no nosso país, no nosso mundo. Portanto, ninguém deve se calar perante o incrementar de mais casos trágicos que assolam famílias, crianças e a nossa juventude.
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Percurso: Achadinha Cima, Avenida Cidade de Lisboa, Fazenda, Plateau, com paragem na praça Alexandre de Albuquerque, frente ao Tribunal; descida do Plateau, Rotunda de Chão de Areia, Avenida Cidade de Lisboa, com paragem frente ao Palácio de Governo.

Poeta-laureado

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XXIº Prémio Camões: Arménio Vieira
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...Meus amigos e minha amigas, Camões chega finalmente às ilhas afortunadas... Arménio Vieira, um poeta e escritor que já estava quase esquecido lá pelas bandas da capital cabo‑verdiana, acaba de ser galardoado com o Prémio Camões 2009. Este prémio maior da literatura produzida na lingua lusa já distinguiu mais de duas dezenas de escritores e escritoras, poetas e poetisas, que também são meus/minhas: Miguel Torga, Jorge Amado, Maria Velho da Costa, José Saramago, Pepetela, Sophia de Mello Breyner, Eduardo Lourenço, José Craveirinha, Agustina Bessa-Luís, António Lobo Antunes e agora Arménio Vieira...
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Arménio Vieira nasceu na cidade da Praia (ilha de Santiago, Cabo Verde), em Janeiro de 1941. Foi um elemento activo da geração de sessenta, um dos fundadores da Sèló: Folha dos Novíssimos. Tem colaboração dispersa em várias publicações (Mákua, Alerta, Imbondeiro, Ariope, Boletim de Cabo Verde, Vértice, Raízes, Ponto & Vírgula, Fragmentos e Sopinha de Alfabeto). Está incluído em diversas colectâneas. Publicou dois livros de poesia - Poemas (1981) e MITOgrafias (2007); a novela O Eleito do Sol (1989) e o romance No Inferno (1999). Acaba de concluir um novo livro de poesia, pronto para a sua publicação (que seja em Cabo Verde e além fronteiras!). Também já foi galardoado com muitos outros prémios. Em Março deste ano, João Branco encenou a peça “No Inferno”, que foi mais um momento de emoções para o autor da obra.
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…fico feliz, porque ainda estou vivo...
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Das reacções
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«A título pessoal, eu esperava o prémio. Mas por causa de ser Cabo Verde, admiti que fosse ainda um bocado cedo. É pequeno em relação à imensidão do Brasil, que tem centenas de escritores óptimos. E Portugal também [...]. Acho que é uma honra para Cabo Verde. É histórico, Cabo Verde nunca tinha ganho. Desta vez, lembraram-se do nosso pequeno país», disse Arménio Vieira.
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«Arménio Vieira reagiu, à sua maneira [...]: “Eu preferia não ganhar […]. Já recebi mais de 100 telefonemas, já dei várias entrevistas, enfim, isto cansa.”», disse Arménio Vieira.
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«É um escritor/poeta de ruptura, que saiu da tradicional ladainha da terra de Cabo Verde e abriu-se ao mundo. Arménio Vieira faz uma literatura de dissidência saudável [...]», Ministro da Cultura de Cabo Verde, Manuel Veiga.

Al final de este viaje en la vida

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Al final de este viaje en la vida quedarán
nuestros cuerpos hinchados de ir
a la muerte, al odio, al borde del mar.
Al final de este viaje en la vida quedará
nuestro rastro invitando a vivir.
Por lo menos por eso es que estoy aquí.
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Somos prehistoria que tendrá el futuro,
somos los anales remotos del hombre.
Estos años son el pasado del cielo;
estos años son cierta agilidad
con que el sol te dibuja en el porvenir,
son la verdad o el fin, son Dios.
Quedamos los que puedan sonreír
en medio de la muerte, en plena luz.
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Al final de este viaje en la vida quedará
una cura de tiempo y amor,
una gasa que envuelva un viejo dolor.
Al final de este viaje en la vida quedarán
nuestros cuerpos tendidos al sol
como sábanas blancas después del amor.
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Al final del viaje está el horizonte,
al final del viaje partiremos de nuevo,
al final del viaje comienza un camino,
otro buen camino que seguir

descalzos contando la arena.
Al final del viaje estamos tú y yo intactos.
Quedamos los que puedan sonreír
en medio de la muerte, en plena luz.

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Silvio Rodríguez (Cuba)

 
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