Estou a assistir à gala “Uma flor para a Madeira”, que, no dia 20 de Fevereiro, foi surpreendida por uma catástrofe. Neste momento, a contribuição de todos e todas é crucial para a sua reconstrução.
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“Venham à Madeira, e em 2 meses isto ficará melhor!” – suplicou El Presidente Alberto João Jardim.
É amanhã, quarta-feira, pelas 18h, na Livraria Bertrand (Dolce Vita, Coimbra), o lançamento do livro Campos de Concentração em Cabo Verde: Ilhas como Espaços de Deportação e de Prisão no Estado Novo, da autoria de Victor Barros. Tal como o subtítulo indica, Victor Barros concentra a sua análise nas ilhas como espaços de deportação e de prisão, revisitando a tradição histórica do desterro para os destinos insulares, e problematizando a sua apropriação pelo salazarismo para o isolamento e a prisão dos condenados. Uma ideia perpassa a obra, e prende-se com o desterro e a prisão no local de desterro.
ilha prisão e prisão na ilha
Victor Barros faz “um mapeamento dos diferentes destinos de deportação e prisão política, centrado nas ilhas onde ficaram celebrizadas a encenação e a materialização desta prática”. Neste sentido, o autor realça a prisão para deportados políticos na ilha de São Nicolau (1931), analisando depois a escolha de Tarrafal para a punição, primeiramente, dos opositores metropolitanos ao regime fascista instalado em Portugal (Colónia Penal do Tarrafal, 1936-1956) e, posteriormente, dos anticolonialistas africanos (Campo de Trabalho de Chão Bom, 1961-1974). E é em torno do Campo de Trabalho que Victor Barros focaliza a sua análise.
Um rectângulo oco na parede caiada Mãe .
Três barras de ferro horizontais Mãe
Na vertical oito varões Mãe
Ao todo
vinte e quatro quadrados Mãe
No aro exterior
Dois caixilhos Mãe
somam
doze rectângulos de vidro Mãe
As barras e os varões Mãe
projectam sombras nos vidros
feitos espelhos Mãe
Lá fora é noite Mãe
O Campo
a povoação
a ilha
o arquipélago
o mundo que não se vê Mãe
Dum lado e doutro, a Morte, Mãe
A morte como a sombra que passa pela vidraça Mãe
A morte sem boca sem rosto sem gritos Mãe
E lá fora é o lá fora que se não vê Mãe
Cale-se o que não se vê Mãe
e veja-se o que se sente Mãe
que o poema está no que .....................................e como se vê, Mãe
Ah! Se pudésseis aqui ver poesia que não há! .
Mãe
aqui não há poesia
É triste, Mãe
Já não haver poesia
Mãe, não há poesia, não há
Mãe .
Num cavalo de nuvens brancas
o luar incendeia carícias
e vem, por sobre meu rosto magro
deixar teus beijos Mãe, teus beijos Mãe .
Ah! Se pudésseis aqui ver poesia que não há! . António Jacinto C. T. Chão Bom, 13.2.68
Esta confirmado que finalmente o Sr. PM tem o seu próprio blog, um cantinho pessoal, conforme o mesmo afirma. Entretanto, seria interessante que o seu dono definisse cedo se trata de um blog de propaganda política, ou realmente de um espaço de viagens existenciais. Não obstante as minhas reservas, apresso-me a deixar aqui os meus votos de muita reflexão existencial ao Sr. PM, ou melhor ao bloguista Zema, e que a experiência lhe seja tão agradável ao ponto dele imaginar como seria bom se mais almas berdianas tivessem condições de vida que lhes permitissem blogar e sem esconderem a sua face atrás da confortável carapuça do anonimato!
Uma horrível sinusite me levou hoje ao serviço de urgência do Hospital da Universidade de Coimbra. Contando ninguém acredita! Mas quando cheguei ao balcão de atendimento me informaram que, na última vez que lá fui, tinha desaparecido antes da alta médica.
- o quê?
- a menina foi-se embora antes da alta médica.
- eu? quando?
- foi há 8 anos atrás.
- Lembro-me de ter vindo cá, acompanhada por três amigos (Jó, Júlio e Gerson).
- Não confirmaram a alta médica. A menina tem que confirmar a alta ali! – apontou-me com o dedo indicador.
- ah, ok!
Fui ao balcão. Falei com um dos senhores que ali se encontrava. Virou para o seu colega, e perguntou-lhe como devia fazer para confirmar uma alta 8 anos depois.
- Se calhar estive em coma durante 8 anos! – intrometi-me sorrindo.
Rimo-nos.
Tudo ficou resolvido no mesmo instante. Entretanto, enquanto aguardava pela minha vez, dei por mim a matutar o que teria sido se realmente tivesse estado em coma; se eu tivesse perdido 8 anos da minha vida, estagnada numa cama de hospital! Arrepiei-me toda, e senti uma vontade enorme de abraçar alguém apertadamente. .
. Retrospectiva
Começavam a desfilar à minha frente mil coisas que vivi nesses últimos 8 anos. Lembrei-me de quando cheguei cá em Coimbra, eu e a Beti. Tínhamos apanhado um autocarro em Lisboa, Oriente, e descemos no Mondego em frente do Hotel Astoria. Não tinha telemóvel. Fui à cabine de telefone do Largo da Portagem, e telefonei à Lourdes. Tarina, Solange e Lourdes estavam à nossa espera na rodoviária. Caminharam pela Avenida de Fernão Magalhães, e vieram ao nosso encontro, cheias de comentários sobre caloiras. Beti seguiu com a Tarina para São Martinho do Bispo, e eu fui com a Lourdes e a Solange para a famosa Rua António José de Almeida, primeira paragem para a maioria da malta de Cabo Verde.
Nessa mesma noite, fomos à Associação Académica. Encontramos um batalhão de estudantes da terra: Jó, Jéssica, Ben Johnson, Júlio, Adilson, Renato, Odair, Isolino, Samira, Moisés, etc. Estavam alegres, sobretudo porque na samana anterior a lista do Renato e Odair tinham vencido a lista do Adilson e Ben Johnson numa das eleições para a AECVC mais concorridas de sempre. De modo que, naquela altura todas as conversas iam parar no mesmo tema. Apresentaram-me o Adilson, depois o Renato. Havia na época muito dinamismo estudantil. Muita gente bonita, e polemista. Motivo para dizer que, Coimbra, era um bez!
Depois conheci os meninos do Seminário (Paulino, Irineu, Zé Maria Pianista, Zé Mário, Eduardo...), a malta da faculdade de economia e demais grupos da grande comunidade estudantil de Cabo Verde. Seguiram-se a festa de recepção da caloirada, a festa do Natal e a festa do fim de semestre. Das coisas grandes como um louco abraço ao Gi em plena Praça da República até às coisas mais banais como preparar uma katxupada na casa velha da Rua Padre António Vieira, onde morava o trio Jó, Samira e Moisés, recordei-me de muitos momentos de animação plena. Desde as leituras na Salinha; os jantares de curso; as visitas quase diárias ao Castelo (casarão da sindicalista, que fica mesmo ao lado da faculdade), onde vivia a malta mais ri-fixe da época – JP, Laurindo, Higino, Edson, Sam e Eduardo-Djedje. As reuniões com os meninos do Seminário lá no Instituto de Justiça e Paz; as assembleias magnas, latadas e queima das fitas; os acampamentos pelos cantinhos de Coimbra e caminhos de Portugal; as cartas de e para Cabo Verde; os piqueniques no Penedo da Saudade, Jardim da Sereia e Jardim Botânico; as festas na casa do Isolino e Odair; as festas na casa do Fidel e malta de Assomada; as irresistíveis receitas do Avelino; as visitas aos meninos da Ladeira de Seminário (Gi, Nené e Nuno); as danças tradicionais do grupo da Célia; a música do grupo da Sandra Horta (com a Ildy, o Keita e o Tony); o fanteatro de Edmir, Gilson e Samir; as letras rap do Madueno e Jerson; o ku-tornu da Dilma; a arrozada da Eneida e Ariana; o futebol das meninas e dos meninos; a mousse di kamoka da Josiane; os passeios com a Marly pelas margens do rio Mondego e as nossas caminhadas às 7 da manhã no calçadão; os treinos no Estádio Universitário; as aventuras minhas e da Marly pelas Europas; as visitas à residência, onde vivia a Helena e o Hermelindo; as longas prosas com o Jairzinho; as gargalhadas com o Arlindo; a declaração «lapidu na Tunia» do Samir; os amores e as crianças de Coimbra; e os êxitos, os fracassos e as tragédias (a morte do Aldo) na vida de estudantes em terras distantes...
Em ti me projecto
para decifrar do sonho
o começo e a consequência
Em ti me firmo
para rasgar sobre o pranto
o grito da imanência.
Conceição Lima
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«Olha, Eurídice, cheguei no sábado, às 5h30 da manhã. Nesse mesmo dia, às 6h30, já estava eu de mochila às costas de partida para uma excursão de dois dias de caminhada ao famoso Pico de São Tomé, com cerca de 2.024m de altitude. É muito mais alto do que o teu Pico de Antónia. Situa-se no interior da floresta protegida do Parque Natural Ôbo de São Tomé e Príncipe. Foi uma experiência inesquecível! E, por momentos, fui o santomense mais alto do mundo!» - Menezes.
a descolonização ideológica está destinada
a fracassar, se negligenciar a ‘tradição’ endógena
ou as ideias ‘ocidentais’ exógenas [...]. .
Kwame Anthony Appiah, filósofo anglo-ganês.
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É amanhã, pelas 18:30mn, na Biblioteca Nacional, a apresentação do primeiro livro de Elias Alfama Moniz, intituladoAfricanidades versus Europeísmos: Pelejas Culturais e Educacionais em Cabo Verde. Este livro é fruto de uma longa investigação, realizada no âmbito da sua tese de Doutoramento em História, defendida na PUC/SP (Brasil), que lhe garantiu o ‘Grande Prémio Cidade Velha 2008’. Nesta análise crítica sobre o papel da educação no desenvolvimento nacional, Elias Moniz enaltece o extraordinário “crescimento quantitativo das infra-estruturas e dos efectivos escolares”, em Cabo Verde. Todavia, isto “não foi suficiente para erradicar a dependência cultural”. Elias Moniz dá conta das ambiguidades que marcam os projectos culturais e educacionais, no nosso particular contexto histórico. Deste modo, além de destacar o pragmatismo que caracteriza o período após a independência nacional, este estudo evidencia ainda o modo como as heranças coloniais se reproduziram no sistema de ensino, nomeadamente nos currículos escolares. Aponta ainda para o desperdício de saberes; e chama a atenção para as disparidades inter-ilhas, mas igualmente entre o campo e a cidade. A actualidade da sua problematização acentua-se quando introduz a questão da co-existência ainda hierarquizada entre a língua portuguesa e a língua cabo-verdiana no nosso caso insular, que também se reflecte no sistema de ensino nacional.
«Con el razonamiento puro nos formamos
una imagen sublime de este mundo».
Eso escribió Max Planck, genio inocente.
¿Pero existen razones sin afecto,
pureza sin caprichos,
imagen sin temblores?
Lo curioso es que el físico en su ensayo
la primera palabra que pronuncia
no es hecho, ley ni lógica.
La primera palabra es entusiasmo.
(Cuando nombro tu cuerpo
no es la urdimbre de músculos radiantes,
de sangre revoltosa y de nervios veloces
lo que digo, artesana, aunque la física
intervenga sin duda en la manera
que tenemos de hablarnos al oído:
la energía del nombre se transmite,
su tacto cobra fuerza y aumenta lo probable…)
Y a ti, Max Planck, que amabas la entropía
¿qué misterioso impulso de poleas
te empujó a cruzar cartas con un tal señor Sommerfeld
y a intercambiar poemitas como aquel de la flor
que corona tu libro sobre ciencia?
[Jay-Z ]
When the sky falls and the Earth quakes
We gon put this back together
We won’t break
[repeat]
[Jay-Z]
Sa Pa Sé, my Port-Au-Princes
my Haitian Gods and all of my Princesses
Our condolences as you fightin’ against this
we’re right by your side as we tryin’ to make sense of this
heavenly father help us see through these problems
and for those thats left accept them into your garden
so here’s my theory, the country’s already starvin’
so we sacrificed many to shed light on all of them
God please pardon, I speak from my heart
its the only way I see this tragedy befall on them
so lets get involved with them, hand to hand with them
arm to arm with them til they get strong again,
When the sky falls…
(Rihanna and Bono – hook)
Not tomorrow
Can’t wait
Until Tomorrow
[Chorus]
Heyyyy
Haiti A Mi Amour
Haiti Mon Amour
Not gonna leave you stranded
Oh no
Oh no
Oh no
[Jay-Z ]When the sky falls and the Earth quakes
We gon put this back together
We won’t break
[repeat]
[Jay-Z Verse 2]Learn from the past, New Orleans was flooded
So we know we just can’t rely on the government
We under the rubble again, here we go rumbling when
When we gon catch a break, my friend lost his mother and then
And then, Carline lost her uncles and them
Buried with no caskets, they just put covers on them
And the tears fall, and we fight back
Story ain’t done, it can’t end like that
Nah not like this, tomorrow’s survivors gonna carry on your name
You live on inside us, your memory’s alive with us
You inspired us, to rebuild this country, you just guide us
(Rihanna and Bono – hook)
Not tomorrow
Can’t wait
Until Tomorrow
[Chorus]
Heyyyy
Haiti A Mi Amour
Haiti Mon Amour
Not gonna leave you stranded
Heyyy
Yeah-yeah-yeah
Not gonna leave you stranded
Oh no
Oh no
[Bono and Rihanna]
It’s not the angels that are on their way
it’s not the bells of Santé Trinity
the people waiting, position vacant
for hands to help, not just to pray
[Chorus]
Heyyyy
Haiti A Mi Amour
Haiti Mon Amour
Not gonna leave you stranded
Heyyy
Yeah-yeah-yeah
Not gonna leave you stranded
Oh no
Oh no
[Bono and Rihanna]
Haiti va s’élever ,
Tu vas te relever;
nous nous élèverons ensemble.
Not gonna leave you stranded
[Jay-Z](We gon put this back together we won’t break)
Not gonna leave you stranded
[Jay-Z](We gon put this back together we won’t break)
[Jay-Z]
We gon put this back together we won’t break…
. . . . . . . . . . . . . . . «Hope for Haiti Now» é um dos vários gestos por Haiti. Com a apresentação de George Clooney, junta estrelas como Alicia Keys, Madonna, Beyoncé, Jay-Z, Justin Timberlake, Denzel Washington, Stevie Wonder, Coldplay, Julia Roberts, Robert Pattinson, Sting, Brad Pitt, Tom Hanks, Meryl Streep, Shakira, Rihanna, Bruce Springsteen, Leonardo DiCaprio, Christina Aguilera, Bono, Matt Morris, Samuel L. Jackson, o haitiano Wyclef Jean, etc.
Portugal acaba de aprovar a nova lei do casamento civil, extensível a casais do mesmo sexo. . Trata-se de mais um passo contra a discriminação em função da orientação sexual. Mas esta nova lei não é suficiente! Também a questão da adopção precisa ser reconhecida. Digo isto pensando que é possível construir sociedades mais justas e inclusivas.
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Miguel Vale de Almeida, Antropólogo e Deputado, primeiro gay assumido do Parlamento Português, acredita que ainda antes do fim desta legislatura é possível conseguir uma lei da adopção.
Sonho com o dia em que deixem de existir casos de brutalidade contra as mulheres. Sonho com o dia da felicidade para todos e para todas. Sonho com o dia do respeito e da igualdade. Sonho com o dia do diálogo, da compreensão e da partilha (do público e do privado). Sonho, sonho, e continuo a sonhar...
Frequentemente atropelo-me em notícias que deveriam nos irritar. Desta vez, o Expresso das Ilhas informa que, cerca de 40% das crianças cabo-verdianas, com menos de 1 ano, não estão registadas. Trata-se de um direito básico das crianças que sistematicamente continuamos a violar. Está entranhado nas nossas ilhas? Parece que sim! Há quem diga, melhor a história confirma que já foi bem pior. Mas isso não é motivo para batermos as palmas. A verdade é que, para além das crianças de ruas ou nas ruas, mesmo no seio da nossa «sagrada» família, a situação das crianças continua ainda muito preocupante. Ok, há quem ainda acrescenta que já melhorou bastante, que Cabo Verde está muito bem posicionado no ranking X ou Y.
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Todavia, é preocupante a forma como a paternidade e a maternidade irresponsáveis afectam as nossas crianças. Queria chegar nesse ponto, e demorar-me cinco segundos na triste questão da irresponsabilidade paternal. É que, para mim, a maior violência contra as mulheres cabo-verdianas é a irresponsabilidade paternal. Tal prática constante nas nossas ilhas atinge gravemente as nossas crianças. Põe tanto as nossas mulheres, como a família cabo-verdiana, em situações de maior vulnerabilidade. Entretanto, aplaudimos hipocritamente que as nossas mulheres são fortes, verdadeiramente heroínas sofridas, porque frequentemente assumem sozinhas, em condições difíceis, a responsabilidade para a educação das crianças e o sustento do seu agregado familiar... A nossa hipocrisia atinge ao cúmulo quando, através de despachos administrativos, deixamos subentendido que as mulheres cabo-verdianas - mais problemático ainda quando estão na tenra idade - são Virgens Marias, pois parece que concebem sem pecar. Daí peregrinam para Belém, melhor para a Exclusão, e ali ficam sozinhas à espera do nascimento do menino ou da menina Jesus. Sim, algumas regressam, e ajoelhadas continuam a caminhada; mas a maioria perde-se no deserto!
Vinte anos depois da convenção sobre os direitos das crianças, há situações que continuam ainda arrepiantes.
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Da educação à saúde, da alimentação à habitação, da dignidade à paz...
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Hoje, escolhi esta lindíssima fotografia de Carlos Nolasco, e chamo a atenção de todos e todas para a imagem quase desvanecida de uma menina no fundo. E assim convido-vos também a pensarem na situação das meninas à volta do nosso mundo.
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Deixo aqui os meus votos para que cada sorriso seja uma nova esperança!
Fui hoje ao Novo Santuário de Fátima. Uma promessa, ok! E eu que tinha andado muito distraída, nos últimos anos, qual não foi meu encantamento, constatar in loco, el nuevo Jesus, belíssimo!
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Saramago, vejo a nudez de sempre; em vez do esquelético, medito agora diante de um corpo atlético, um olhar distante, um rebelde de dred encarapinhada, um poema, melhor um heteropoema dos novos tempos e templos!
Desta vez, uma jovem, natural de São Domingos, quando regressava à casa, após um dia de trabalho, foi abusada por um condutor de Hiace, que diariamente a transportava. A jovem Indira, com apenas 20 anos de idade, teve a coragem de denunciar o caso, que agora anda nas mãos da PJ. .
Hoje, pelas 18:15mn, no auditório da Biblioteca Nacional, o antropólogo Manuel Brito‑Semedo apresenta-nos o seu novo livro, intitulado Na Esquina do Tempo: Crónicas de Diazá.
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Trata-se de um pequeno livro, cronicado, feito de momentos tacteados na fina-flor da infância e juventude do autor. A apresentação estará a cargo da escritora Fátima Bettencourt.
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Certamente, mais do que recordar coisas de diazá, Brito‑Semedo nos proporcionará um momento de introspecção e de partilha, de emoção e de cidadania. O livro é um reconhecimento do autor à sua mãe, que anda doentinha, e a totalidade das vendas reverte-se a favor da Associação Cabo-verdiana de Luta Contra o Cancro. .Um abraço ao autor. Desta vez, lá estarei.