Aimé Cesaire

Ainda ontem, eu e o Fabrice, falávamos sobre Aimé Cesaire. Este poeta e político da Martinica foi um dos fundadores do movimento da negritude, surgido, na década de trinta, entre os estudantes negros que se encontravam a frequentar o ensino superior em Paris.

É de realçar que, antes, mais precisamente no ano de 1932, tinha sido apresentada, por um grupo de estudantes da Martinica em Paris, o manifesto Légitime Défense, que propunha uma ideologia de revolta e formulava uma orientação precisa para os escritores negros de “expressão francesa”. O movimento da negritude – impulsionado sobretudo por Aimé Césaire e pelos senegalenses Léopold Sédar Senghor e Alioune Diop – reclamava a necessidade e o dever de @s intelectuais african@s afirmarem e defenderem a sua cultura. Nessa altura, diversas manifestações já tinham ocorrido no sentido da afirmação da cultura negra, com o objectivo de a libertar da categoria de subproduto a que a cultura ocidental a havia relegado. Por essa altura, também tinha surgido um verdadeiro movimento para a revelação dos valores humanos, sociais, literários e artísticos d@s negr@s.

Aimé Cesaire nasceu a 26 de Junho de 1913. Aos 18 anos, deslocou para Paris, com a finalidade de prosseguir os seus estudos. Aos 26 anos de idade, regressou ao seu país natal para dar aulas. Aimé Cesaire, que já estava em cima dos seus 94 anos de idade, encontrava-se hospitalizado devido a problemas cardíacos. Nesta quinta-feira, 17 de Abril, infelizmente, não resistiu a mais um solavanco da vida... Na sua obra, não posso deixar de destacar Cahier d'un Retour au Pays Natal (Poesia, publicada 1939) e Discours sur le Colonialisme (Ensaio, publicado em 1955).

 
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