Sema Lopi
bu pari matcho, bu pari cordon
bu pari femia, bu pari labada
bu pari matcho, bu ba sirbi rei
bo qui pari femia, bu ba sirbi mundo
(música popular)
bu pari matcho, bu pari cordon
bu pari femia, bu pari labada
bu pari matcho, bu ba sirbi rei
bo qui pari femia, bu ba sirbi mundo
(música popular)
Hoje, Dia das Mulheres Cabo-Verdianas, na minha visita matinal pelo mundo da informação, tropecei-me numa nota acerca de uma sondagem aos/às leitor@s do asemana-online, onde os resultados apontam alguma reserva quanto à real emancipação das mulheres cabo-verdianas, sendo que apenas 22% considera que, no meu país, existe uma igualdade entre os sexos.
Aqui, já escrevi dois posts específicos sobre a situação das mulheres cabo-verdianas: Violências contra as Mulheres e Direitos Humanos das Mulheres. Acima de tudo, a minha preocupação é com a dignidade humana das mulheres (e também dos homens). Porém, sabemos que existem ainda inúmeras barreiras que entravam uma verdadeira emancipação das mulheres das ilhas. Não vele a pena atirarmos a culpa para as próprias mulheres ou para os homens. O que importa é tentarmos compreender a situação actual e exigir que, independentemente do sexo, as pessoas sejam tratadas com respeito e tenham as condições necessárias para viverem com dignidade.
Claro, fico furiosa quando vejo que a minha geração continua ainda a praticar actos que tão pouco merecem ser referidos aqui, na medida em que ilustram a grande resistência quanto à igualdade entre os homens e as mulheres. Infelizmente, temos ainda que insistir na luta para a promoção e protecção das mulheres. Claro, fico triste quando as mulheres são vistas como meras vítimas, frágeis e coitadinhas. É preciso uma outra postura em relação a essa problemática.
Não me venham dizer que as mulheres tendem a ser machistas sem mais! É preciso questionar. Sem dúvida que muitas mulheres continuam ainda a assumir essa posição, porque acreditam que para se triunfarem precisam pautar as suas acções de acordo com um ideal, sendo que este ideal assemelha muito a posicionamentos masculinos... Para o bem-estar da nossa nação secular, temos que lutar por uma cultura que respeita a igualdade na diferença e não humilhar/maltratar as mulheres do nosso país!...
Não me venham dizer que as mulheres tendem a ser machistas sem mais! É preciso questionar. Sem dúvida que muitas mulheres continuam ainda a assumir essa posição, porque acreditam que para se triunfarem precisam pautar as suas acções de acordo com um ideal, sendo que este ideal assemelha muito a posicionamentos masculinos... Para o bem-estar da nossa nação secular, temos que lutar por uma cultura que respeita a igualdade na diferença e não humilhar/maltratar as mulheres do nosso país!...
Neste mês de Março, sem ignorar as demais instituições, aproveito para parabenizar: a OMCV, pelo trabalho que tem vindo a realizar, desde a sua fundação oficial a 27 de Março de 1981; a MORABI, pela contribuição, desde a sua criação a 28 de Março de 1992, sobretudo a nível financeiro, nesta luta pela melhoria da situação de muitas famílias e, especialmente, de muitas mulheres cabo-verdianas.
Imagem: Abraão Vicente

4 Comentários:
Ola Eury, excelente Post. Ontem, dia da mulher cabo-verdiana, fui assistir na Biblioteca Nacional, sito na capital do país, ao lançamento do livro «Elas Contam...» da autoria de Ondina Ferreira, uma colectânea de Contos feitas por mulheres. Mais do que a discriminição positiva das mulheres contistas (explícita ou não), o que me fascinou, ou cativou, foram os mundos estranhos e misteriosos (mas também belos) do universo feminino para os quais os enredos dos contos me transportaram. Espero que tenhas tido um feliz dia na diáspora. Bjs.
Olá Odair
Tive um dia de muito trabalho. Estou a despachar muitas coisas, antes de apanhar aquele avião até a capital.
Ontem, fiquei com o teatro, um pouco de música e com o meu pensamento preso na situação gritante em que vivem muitas mulheres na nossa terra.
Como sempre, obrigada pelas tuas reflexões e pela tua participação nesta luta pela igualdade na diferença, que deve ser uma luta dos homens e das mulheres (e não apenas das mulheres).
bjs
Eury
Olá Eurídice,
sou Imara Quadros, arte/educadora/embiental e pesquisadora educacional brasileira, de Mato Grosso-Cuiabá. Estou fazendo Dr em Educação na Universidade Federal d eMato Grosso, e minha pesquisa se configura em Gênero, Arte e Ambiente, onde pretendo recortar mulheres negras lusófonasna (Brasile Cabo Verde). Ao procurar por pistas enquanto não chego por aí encontrei teu texto que me tocou.Poderíamos manter contato?
Certa d econversarmos mais, me despeço
Imara
Olá Imara,
O meu email:
eurymonteiro@hotmail.com
abraço,
Eury
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